Colapso Global
Colapso Global
A moda, nestes últimos 15 anos, vem contribuindo para o colapso climático.
A indústria da moda vem emitindo 21 vezes mais do que os setores de aviação e navegação combinados, totalizando 1.2 bilhão de toneladas de CO2.
Com o aumento da produção estimada para 2030, a contribuição da moda para o colapso climático deverá aumentar 49%.
De um jeito ou de outro, se a moda não rever os seus conceitos, é difícil imaginar um cenário onde não ultrapassemos o teto de 1.5ºC estimados no Acordo de Paris.
Para se manter dentro desse limite, as emissões globais deveriam ser reduzidas em 45% até 2030 e zerar até 2050.
Apesar destes setores serem altamente lucrativos, a cadeia produtiva têxtil vem gerando impactos consideráveis ao meio ambiente.
Particularmente a porção final da cadeia é problemática: toneladas de resíduos têxteis são descartadas diariamente nos grandes polos do nosso país.
Na nossa opinião, esse acúmulo de resíduos é um grande problema para agências governamentais e particulares que gerenciam o lixo urbano.
Uma maneira de mitigar essa situação é através da reciclagem têxtil.
A história da manufatura têxtil reflete a evolução dos primórdios da humanidade até a era industrial.
O Brasil, notadamente, tem se configurado como um dos maiores produtores mundiais do setor têxtil e do vestuário. É um importante produtor da fibra de algodão, de fios, de tecido plano e de malha, além de estimular o PIB do país gerando milhões de empregos diretos e indiretos no referido setor.
Contudo, tal atividade produz diversos problemas ambientais, como por exemplo, a geração de resíduos sólidos oriundos dos processos industriais, confeccionistas e também do pós-consumo.
Tem sido produzidas 175 mil toneladas de aparas têxteis por ano advindas somente dos cortes dos enfestos das confecções no Brasil.
Em relação ao descarte de peças confeccionadas, estima-se que mais de 150 milhões não têm destinação definida e acabam estocadas ou destruídas.
Em média, as coleções têm vendas de 50% a 75%, quando exposta no varejo e as sobras vão para liquidação ou bazar. O que não é vendido é doado, moído ou depositados em aterros.
Apesar da consciência dos órgãos governamentais sobre a necessidade da reciclagem, muito ainda falta para que essa prática seja implantada na cadeia produtiva têxtil. No Brasil estamos apenas começando a trilhar por este caminho.
Os bairros do Bom Retiro e o Brás, em São Paulo e o novo polo de moda em Goiânia, são os maiores polos confeccionistas da América Latina.
À luz da Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei Federal 12.305 de 02 de agosto de 2010 – que visa, entre outras providências, o correto gerenciamento dos resíduos sólidos, a reciclagem dos têxteis descartados configura-se como uma importante ferramenta de preservação ambiental, bem como caracteriza-se como uma abundante fonte de matérias-primas para o próprio setor e para outros diversos fins como a geração de energia através do Biogás.
Como consumidores nós temos um imenso poder, o que coletivamente escolhemos comprar ou não comprar pode mudar o curso da vida e a história do nosso planeta.
A MODA SUSTENTÁVEL é uma ideia que representa este poder, toda vez que você comprar um vestuário feito com fibras naturais e com tingimentos naturais da Amazonia Legal, você contribuirá para diminuir o CO2 da atmosfera.
Muitas empresas e estilistas já estão, de uma forma consciente, utilizando esses recursos naturais, e com isso, se tornando carbono zero, isso quer dizer que eles estão compensando a emissão de CO2 na atmosfera.
Faça parte da transformação sustentável da moda.
Esta forma de consumo não é uma caridade, tudo o que você tem que fazer é ampliar as suas escolhas.
Esta relação traz a responsabilidade de preencher uma necessidade, de diminuir os Gases de Efeito Estufa (GEE).
Nosso objetivo é informar e sensibilizar a população brasileira e mundial que, a partir do momento em que você adquirir um vestuário sustentável, você ajudará na sustentabilidade e na preservação do clima do planeta.